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Economia

Número de microempresas aumenta em Santa Catarina; confira erros comuns ao abrir um negócio

Segundo dados do Sebrae de Santa Catarina (Jucesc), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) representam mais de 95% das companhias formalizadas e juntas são responsáveis por 35,1% do PIB do Estado. Essas organizações exportam 4% das suas produções.

Abrir o próprio negócio é o sonho de muitos brasileiros que desejam a independência financeira e, de acordo com especialistas, alguns procedimentos são necessários para aumentar as chances de sucesso nos investimentos.

Como explica a coordenadora do curso de Administração da Faculdade Anhanguera, professora Isabel Alarcón, a falta de planejamento é o principal fator que prejudica a conquista de resultados.

“É preciso criar uma estratégia e tomar cuidado para não oferecer um produto que não gera interesse do público ou que tenha uma concorrência saturada”, afirma a acadêmica. “Ideias brilhantes precisam de estudo para garantir uma boa execução e evitar o fracasso”, completa.

Diferentemente do microempreendedor individual (MEI) , que pode contratar apenas um funcionário e fatura até R$ 81 mil por ano, a ME pode montar uma equipe de até 19 pessoas, dependendo do segmento, e tem o limite de lucro anual de R$ 360 mil. “O MEI pode ser a porta de entrada para o mundo dos negócios, mas é possível ter sucesso com a ME sem essa experiência”, defende a docente. A professora da Anhanguera aponta quais os principais erros de empresários de primeira viagem:

  • Cálculos iniciais: é preciso colocar na ponta do lápis todos os custos iniciais e capital disponível para o empreendimento não começar mal. A burocracia faz parte do planejamento estratégico e deve prever gastos na execução de projetos.
  • Contabilidade: a contratação de um contador irá acelerar fluxos e evitar problemas com a legislação tributária. Centralizar atribuições representa riscos aos rumos dos negócios e uma equipe capacitada irá auxiliar no sucesso administrativo.
  • Transações e notas: é preciso registrar todos os valores, inclusive os menores, de transação em caixa para emissão de notas ficais. Caso não sejam emitidas corretamente, as multas podem custar de 10% a 100% do valor da nota autuada.
  • Dinheiro pessoal: misturar o orçamento empresarial com a renda pessoal do empresário, além de ser um risco para os dois capitais, pode retirar a perspectiva e controle de crescimento. Separar pessoa física de pessoa jurídica é imprescindível.
  • Concorrência: a análise de mercado é uma etapa importante para a proposta de novas empresas. Ramos consolidados do comércio podem ser mais difíceis para competição em vendas e é necessário oferecer produtos de qualidade e ter perfil autêntico.

Fonte: Anhanguera

Fonte: Portal Contábeis