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Diversos

Previdência Privada: é seguro contratar online?

Um dos produtos que vem sofrendo alteração na forma de divulgação e contração são os planos de previdência privada, muito utilizados pelos trabalhadores para ajudar a compor a renda no momento da aposentadoria.

O avanço tecnológico e a disseminação das plataformas digitais democratizaram o acesso à informação, permitindo que os interessados façam vastas pesquisas sobre a previdência privada para poderem fazer uma escolha mais assertiva ao seu perfil.

Um termo que pode estar surgindo no meio da leitura dos brasileiros é o “savetechs”, que são corretoras digitais que oferecem planos de previdência privada, com contratos digitais redigidos em cinco minutos e pagamentos via Pix e outras formas facilitadas.

Apesar da facilidade de contratação e pagamento, vale a ressalva sobre até que ponto é recomendável realizar de forma online um investimento considerado altamente estratégico e de longo prazo.

O advogado do grupo previdenciário do Trench Rossi Watanabe, Paulo Carvalho, explica que as savetechs funcionam de forma parecida com as fintechs. Ambas não inventaram novos produtos financeiros, mas simplificaram e digitalizaram o acesso a esses produtos.

“Em termos práticos, as savetechs pretendem estender e simplificar o acesso, principalmente, aos produtos de previdência privada”, afirma.

Para especialistas, a digitalização dos contratos é uma tendência e deve ser seguida também por corretoras mais tradicionais e instituições bancárias. No entanto, mesmo toda essa praticidade não descarta a necessidade de buscar informações e, quando necessário, a ajuda de especialistas.

Investir pela internet será cada vez mais natural

Com o salto do uso da tecnologia durante a pandemia, as pessoas passaram a se sentir mais confortáveis em realizar operações digitais e remotas.

O diretor comercial da Lifetime Investimentos, Fábio Garcia, explica que foi também neste momento que os investidores menos informatizados passaram a buscar mais informação nos canais eletrônicos.

Segundo Garcia, as plataformas são adequadas para fazer os aportes, para consultar os planos e para fazer a avaliação periódica sobre ter ou não atingido os objetivos.

O head de previdência privada da MAG Seguros, Francisco Reis Jr, acrescenta que a inovação é vantajosa para o investidor, já que a internet permite o acesso a uma ampla gama de informações que podem ajudá-lo a entender as alternativas existentes, entre elas a previdência privada.

“Caso a pessoa já tenha conhecimento de como funciona um plano e suas possibilidades, é bem possível a contratação [online]. Se pensarmos do ponto de vista estratégico, atualmente, o mercado inclusive apresenta ferramentas de comparação que ajudam a fazer uma escolha mais eficiente e consolidada”, afirma.

Especialista em gestão de negócios e de patrimônio financeiro da W Financial, Paco Fazito, defende já ser possível contratar um plano de previdência privada de forma virtual com toda a segurança. Ele acredita que a tendência é, no futuro, os processos operacionais manuais caírem em desuso, mas não descarta a necessidade de uma orientação adequada, independente da forma de contratação.

“É fundamental a participação e orientação de um profissional especializado para orientar na escolha da previdência privada e, se possível, que não tenha conflitos de interesses.”

Pesquisar antes de contratar

O investidor deve tomar cuidado em alguns aspectos antes de fechar um plano de previdência privada. O primeiro deles é na escolha da seguradora, sendo ela digital ou não.

Por serem corretoras, as savetechs estão sujeitas à regulamentação do mercado conforme as normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Segundo o advogado, vale ter uma preocupação em pesquisar se a empresa por trás do aplicativo é real e idônea, para evitar qualquer tipo de golpe ou aventura financeira.

Para o especialista da W Financial, outros pontos que precisam ser observados pelos investidores são: valores de taxas e prazos de resgate. Dependendo do plano contratado, o resgate feito antes de dois anos pode sofrer uma tributação de até 35% do Imposto de Renda.

O head de previdência privada da MAG Seguros destaca que o investidor precisa checar se o plano oferecido atende o perfil de declaração do Imposto de Renda que ele faz (se pelo modelo completo, que permite deduções, ou pelo simplificado, com desconto padrão).

Ele também diz que é preciso conhecer a experiência e os serviços da seguradora em previdência e fazer uma análise financeira pessoal para determinar qual valor é o mais apropriado para investir mensal ou esporadicamente.

“Quanto maior a disciplina de poupança e a eficiência de performance, maior o sucesso na missão de alcançar a independência financeira.”

Cobranças de taxas é um diferencial a se atentar

Um plano de previdência privada pode cobrar mensalmente uma taxa de carregamento –que serve para cobrir custos de administração e corretagem— e uma taxa de administração, que incide sobre o valor total do patrimônio aplicado.

Normalmente, as taxas de administração ficam entre 1% e 2% e as de carregamento podem variar entre 3% e 5%.

Segundo Paco Fazito, não há uma regulamentação que defina um limite na taxa cobrada e o percentual pode variar de acordo com o fundo escolhido pelo gestor da seguradora.

“Tem fundos com taxas baixas e performance ruim. Já alguns fundos têm taxas maiores, com boas performances e, por isso, valem a pena. O ideal é achar fundos que tenham uma taxa menor e boa performance, mas isso quem provavelmente vai conseguir instruir o cliente é um profissional especializado.”

Para o superintendente da MAG Seguros, é preciso ter um olhar mais atento para a taxa de administração, já que interfere diretamente na rentabilidade final.

“Estas despesas podem impactar os valores investidos seja na entrada, seja na performance dos investimentos. O ideal é sempre escolher o fundo que ofereça boa combinação de custos baixos e performance sólida, dentro de um patamar de riscos compatível com seu perfil. Não adianta oferecer apenas taxa de administração baixa se os resultados não são satisfatórios. É sempre importante a melhor combinação possível desses fatores.”

Todas as taxas aplicáveis, e a regra de Imposto de Renda a ser escolhida, precisam ser previamente apresentadas ao investidor e devem constar do contrato que formaliza a adesão ao PGBL ou ao VGBL.

O investidor deve comparar as taxas oferecidas e as estimativas de rentabilidade.

E como fica o Imposto de Renda?

Na tabela progressiva, as alíquotas são definidas com base na renda total do investidor. Ou seja, 15% na fonte e o restante na declaração de ajuste do Imposto de Renda entregue no ano seguinte.

Já na tabela regressiva, a tributação é feita diretamente na fonte e varia de acordo com o tempo em que o dinheiro ficou aplicado, variando de 35% (no resgate até dois anos) a 10% (após dez anos).

Por causa dessa complexidade, nem sempre é recomendado que o investidor faça a escolha do plano de previdência privada sozinho. “A orientação de profissionais isentos de conflitos de interesses é fundamental”, afirma o especialista da W Financial.

“Quem vende procurando apenas bater a meta da instituição pela qual trabalha pode provocar prejuízos ao cliente. Infelizmente, esse processo de venda acontece com frequência no mercado financeiro brasileiro.”

O que saber antes de contratar um plano de previdência privada online

Savetechs, o que são? Savetechs são startups que funcionam como corretoras de seguros digitais. Elas surgiram com o objetivo de digitalizar e simplificar o acesso a produtos financeiros, como a previdência privada.

Qual o diferencial das savetechs? Contratar planos de previdência privada pela internet, de maneira rápida, e opções de pagar as parcelas do investimento usando cartão de crédito ou via Pix.

É seguro contratar um plano pela internet? Especialistas defendem que é possível contratar um plano de previdência privada de forma virtual com toda a segurança e que dificilmente teremos no futuro processos operacionais manuais. A tendência é que outras corretoras e instituições bancárias possam aderir à modalidade no futuro.

Quais cuidados antes de fechar um contrato? Conferir se a empresa por trás do aplicativo é real e idônea para evitar qualquer tipo de golpe ou aventura financeira. Entender como funcionam os planos de previdência privada antes de fechar o contrato. Pesquisar sobre os valores de taxas e prazos de resgate.

Como saber qual o melhor plano para o meu perfil? É indicado fazer uma análise financeira pessoal para determinar qual valor é o mais apropriado para investir mensal ou esporadicamente.

É importante falar com um profissional? Sim, caso esteja em dúvida é importante consultar ajuda de profissionais isentos de conflitos de interesse que possam ajudar a entender se a previdência privada é um bom investimento para você.

Fonte: Folha de S. Paulo, Trench Rossi Watanabe; W Financial; MAG Seguros

Fonte: Portal Contábeis