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Economia

Impacto nos negócios com a nova moeda digital

Nesta segunda-feira (7) o Banco Central do Brasil (BC) divulgou o nome escolhido para a primeira moeda digital, Drex.

Apesar do nome já ter sido divulgado, a expectativa, segundo a autarquia, é de que a moeda digital esteja disponível para o público no ano que vem.

Com a nova tecnologia, o intuito é promover benefícios em diversos âmbitos, dentre eles:

  • Acelerar as transações financeiras;
  • Baratear os custos;
  • Facilitar o acesso ao mercado financeiro.

Diante dessa situação, o Portal Contábeis entrevistou a assessora econômica da FecomércioSP, Kelly Carvalho, para explicar um pouco mais sobre os impactos que a Drex causará para os negócios.

O que muda para os negócios com a chegada do Drex?

Em 2020, o Banco Central (Bacen) estabeleceu um grupo de trabalho com o objetivo de explorar a possibilidade de introduzir o real digital. A etapa, chamada Piloto RD, representa a fase de testes dessa moeda digital em um ambiente simulado, sem a movimentação de valores reais. A previsão é que o real digital, apelidado de “Drex”, seja introduzido ao mercado no fim de 2024 ou começo de 2025.

Ao contrário do PIX, que funciona como um sistema de pagamento, o Drex representa a própria moeda usada nas transações, só que de forma digital, oferecendo menos burocracia aos negócios e proporcionando mais segurança jurídica nas operações. Assim, a moeda digital poderá ser usada como meio de pagamento via PIX, por exemplo. O objetivo principal do Drex é expandir as opções de negócios, promover a inclusão financeira e incentivar a transição para uma economia mais digitalizada. Embora a moeda seja projetada, principalmente, para transações entre instituições financeiras, os clientes individuais poderão realizar operações usando o Drex, mas indiretamente, mediante carteiras virtuais. 

O procedimento será simples: o cliente deposita um valor em reais na carteira virtual, que então converte essa quantia em Drex, seguindo a taxa de R$ 1 equivalente a um Drex. Essas carteiras virtuais serão gerenciadas por uma variedade de instituições financeiras, incluindo bancos, fintechs e cooperativas, todas sob a supervisão rigorosa do Bacen.

Uma vez tokenizado [convertido o valor real do ativo em digital], o cliente pode transferir o Drex usando a tecnologia blockchain. O receptor pode, então, optar por converter o Drex de volta para reais e sacar. Uma gama de serviços financeiros, incluindo transferências, pagamentos e até a aquisição de títulos públicos, estará disponível pelo Drex. Além disso, consórcios aprovados pelo Bacen poderão implementar novas funcionalidades, como pagamentos instantâneos para imóveis, veículos e benefícios sociais.

Uma inovação-chave do Drex é a capacidade de incorporar “contratos inteligentes”. Tomando o exemplo da venda de um carro: elimina-se a ambiguidade de quem deve agir primeiro — o comprador, depositando o dinheiro, ou o vendedor, transferindo a posse. Tudo é processado instantaneamente por meio de um contrato automatizado, reduzindo drasticamente a burocracia, eliminando intermediários e agilizando as transações.

Quais são os pontos positivos e possíveis negativos da chegada da nova moeda digital para o mundo dos negócios?

Espera-se que a tokenização de ativos simplifique as burocracias associadas à compra e à venda de determinado ativo. Ao digitalizar o processo, há potencial para diminuir custos transacionais e acelerar a transferência de bens por meio do real digital. Nesse cenário, a moeda do comprador e o token representando o bem do vendedor seriam trocados entre carteiras digitais no aplicativo bancário. Ao ser emitida uma ordem de compra e venda, a transferência de titularidade ocorreria automaticamente, sem qualquer tipo de burocracia. 

No entanto, um dos maiores desafios para concretizar essa visão é garantir a interoperabilidade entre todas as partes envolvidas. Para que a operação seja efetiva, é essencial uma integração tecnológica entre os bancos comerciais, as autoridades responsáveis por verificar a documentação e registrar a operação e os marketplaces, que atuariam como intermediários. Esse alinhamento permitirá a verificação completa do processo, assegurando a identidade das partes, da transação e dos bens negociados. Além disso, os consumidores também desempenham um papel crucial no processo.

De que forma as empresas podem já ir se preparando para a chegada de futuras novas moedas digitais?

Estima-se que o Drex entre em vigor no fim de 2024. Uma vez que o projeto ainda está em fase de testes, é fundamental aguardar a sua consolidação. Contudo, é essencial que as empresas estejam atentas às inovações tecnológicas, buscando digitalizar processos para torná-los mais eficientes e seguros.

Quais cuidados as empresas devem ter com o Drex?

De acordo com o Bacen, o Drex é projetado para garantir as seguranças cibernética e jurídica, bem como a privacidade das transações. Utilizando a tecnologia blockchain, uma sequência de blocos criptografados considerada resistente a invasões de hackers, a moeda digital pretende manter registros transparentes e ser robusta contra ataques ou interferências externas. Além disso, visa proteger os dados dos usuários em alinhamento com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e seguir as melhores práticas em cibersegurança.

Por outro lado, a tecnologia pode oferecer ao governo um nível maior de controle nas operações. Por ser uma moeda lastreada, permite a criação de contratos vinculados a operações financeiras que serão executadas automaticamente. Por exemplo, se um cidadão recebe um auxílio governamental específico, os fundos deverão ser usados apenas para o propósito pretendido, evitando desvios ou uso indevido.

É possível mensurar se os negócios vão faturar mais com a chegada do Drex? Por quais motivos?

A entrada em vigor do Drex promete reduzir a burocracia, trazendo impactos positivos aos negócios ao aumentar a produtividade e, consequentemente, os lucros em longo prazo. Contudo, um desafio significativo para o Bacen é educar a população acerca da nova moeda digital. O universo das criptomoedas ainda é nichado, e termos como “blockchain”, “tokens”, “carteira digital”, entre outros, podem ser complexos para o público em geral. 

O Bacen terá a crucial responsabilidade de instruir a população de forma abrangente sobre como usar o real digital. Esse novo meio deverá ser acessível a todos, independentemente de localização geográfica ou situação financeira. Além disso, precisa ser intuitivo para compra, venda ou troca, garantindo, assim, a sua adoção por um amplo espectro de indivíduos e empresas.

Fonte: Portal Contábeis