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Trabalhista

Salário mínimo: reajuste sai depois de negociação com sindicatos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a decisão sobre o aumento do salário mínimo cabe ao governo e será tomada após negociações com as centrais sindicais.

Segundo o ministro, será aberta uma mesa de discussões para definir um patamar do salário mínimo para os quatro anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Essa é uma decisão do governo e que será tomada após a instalação de uma mesa de negociação com as centrais sindicais”, disse Haddad a jornalistas após participar de evento em paralelo ao Fórum Econômico Mundial, em Davos.

A mesa de negociação pretende definir não só um valor para este ano, mas para os próximos quatro anos, segundo o ministro.

“Este ano já tivemos um ganho real de 1,4%. É a primeira vez que tivemos um ganho acima da inflação e nós vamos abrir com as centrais uma negociação para estabelecer um marco”, disse Haddad.

Questionado sobre o tamanho do aumento do salário mínimo, o ministro disse que o ministério da Previdência irá apresentar à Fazenda o tamanho da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) .

O ministro afirma que como o orçamento já está aprovado, é preciso saber o tamanho da fila para poder definir o valor do piso nacional.

Acordo com centrais sindicais

O presidente Lula deve se reunir ainda hoje (18), com cerca de 600 sindicalistas e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

As centrais querem que a nova regra de reajuste do salário mínimo inclua um ganho real atrelado ao Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos dois anos.

Pelas contas sindicalistas, considerando essa regra, o piso deveria ser de R$ 1.342 em 2023, lembrando que o valor atual está em R$ 1.302.

No orçamento de 2023 aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado nesta terça-feira (17) por Lula, prevê-se R$ 1.320 neste ano.

A equipe econômica, no entanto, defende a manutenção do piso em R$ 1.302 porque considera que houve um aumento nos gastos previdenciários (que são atrelados ao mínimo) com o fim do represamento na concessão dos benefícios no fim do ano passado. 

Com informações da Exame

Fonte: Portal Contábeis